Não posso parar de postar. Acabei de criar uma coisa que descobri gostar de verdade e não quero "não ter tempo" para me dedicar a ela. Ou não, mas sim.
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Estive em SSA a couple of weeks ago. Definitivamente, maravilhoso. Não é só a cidade, não é só a família, não é só os amigos (que por sinal viajaram todos e não estavam lá para nos vermos). Lá está a minha história, lá está a minha origem. Isso é importante e só valorizado depois que passamos muito tempo longe. Mas, como venho dizendo, não podemos esquecer de duas coisa:
1ª Estar presente mesmo estando longe;
2ª Ter sempre dinheiro na conta para comprar o próximo vôo.
Fora isso, tudo é besteira.
Bom, fui para SSA para matar a saudade. Fui para SSA porque era uma data importante para eu estar com a família e amigos.
Foram 4 dias. Happy days.
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Encontrar as primas dá nisso: horas de conversar a atualização dos diversos assuntos que acontecem nas nossas vidas. E haja assunto. Mas, para duas primas solteiras a maior vontade era sair na noite e arrasar. Noite "Agressiva".
Em uma dessas conversas de sofá, chegamos à estratégia da vez. O olhar 43.
Esse é infalível. Você chega, diz oi para todos, sorridente e... olha uns 3 segundos a mais para a pessoa que te interessa. Pimba! Pronto! Já era. Passou a mensagem e esta foi entendida perfeitamente pelo destinatário. Foram horas no sofá rindo e treinando. Tinha o Olhar 43 para o "oi", tinha para o "tudo bem", outro para o "onde fica o toillete?" e o melhor de todos: para o "tchau". No mínimo, uns 30min de risada. Felizmente, para as duas primas solteiras, colocariamos em prática naquela mesma noite de sexta-feira.
Dai fomos ao lugar que, definitivamente, é o melhor de Salvador. A Borracharia. Ali, suja, pequena, escondida. Ali estão pessoas legais, que não se importam com nada, e músicas melhores ainda que não tocam em qualquer lugar desses modinhas.
É obvio que quando cheguei lá me esqueci completamente do olhar 43. Fui para a pista de dança e coloquei toda a baianidade para fora. Quando olho para o lado, lá está o lindo rasta. Que belezura. Uma graça de homem. Como eu não deixo de ser eu nas baladinhas, na mesma hora que ele se apresentou para mim eu olhei para baixo e continuei dançar. Tremenda abestalhada.
E foi na pergunta: "onde fica o toillete?" que eu fisguei um carinha. Mesmo "sem querer", mesmo "sem o lhar 43" o cara gamou. Na hora não dei atenção e agradeci a informação. Sai pela tangente e voltei para a pista de dança. Já no fim da noite, ou no inicio da manhã, como for melhor para você leitor, o rapazinho que me informou onde era o banheiro e que me ajudou a descer as escadas com o salto enorme que eu estava usando (ninguém usa sandália alta na borracharia, só eu.), apareceu! Ali, atras da pilastra ele estava. Sorriu, perguntou se eu iria conversar finalmente com ele e depois pediu para se aproximar. Alguns blá blá blás, descobri que ele era pai de uma meninas de 6 anos. Well, 37 aninhos na estrada, uma filha e a mãe da filha dele era uma mulher que eu havia feito amizade naquela noite. Tudo isso me contando na maior tranquilidade e eu, com minha experiências com homens mais velhos já acho isso mais do que normal. Qualquer outra menina da minha idade já teria se mandado a muito tempo. Depois mais alguns papos como "fui campeão de surf..." e outras coisas que não me lembro mesmo o que eram, ele me beijou. Finalmente. Ok. Hora de ir embora, não tava mais afim de continuar ali. Dai vem o "chilique" de um homem de 37 anos! Não aceitava que eu estava indo embora sem ele, sem antes ir na casa dele. Ah... tenho paciencia... Dei meu telefone para acalma-lo. Ótimo, o telefone estaria desligado mesmo até pelo menos mais 2 dias seguidos. Sem perigo de conseguir falar comigo.
Well, passam-se duas semanas, estou a caminho de uma confraternização de final de ano do trabalho e.... trimmm trimmm o celular toca. Caramba quem será? "Oi Catarina, sou eu! XXXX", "XXXX? De onde?", "Da borracharia, se lembra?", "Ahhhhhh... (pensei: shit!)", "tentei te ligar, mas seu celular não chamava, imaginei que você tivesse viajado...", "ahhh... foi .... viajei...". Well, alguns minutos de papo e descobrimo que pelo menos, até dia 05/jan, estaremos sempre em lugares opostos e que não nos veremos! Ufa. Isso de dar telefone é um perigo, quando eu vou aprender a não sair distribuindo o meu por ai? Quando ele percebeu que eu estava meio sem graça, ele desligou. Enviou uma mensagem, falando que no dia 05/jan vamos nos ver. E passou o email dele. Vou enviar um email. In case of urgency, if you understand me :)
Dai finalizo o post de hoje:
porque será que os homens ficam atrás da mulher que não quer dar para eles? É algum tipo de desafio que eles querem mostrar que vão vencer? Será a arma deles no lugar do nosso Olhar 43?
domingo, 7 de dezembro de 2008
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Um comentário:
Caty,
N é bem assim...ficar atrás SÓ pq NÃO deu... creio q seja uma questao de charme; de um "jogo da paquera" mesmo...inicialmente, é SEMPRE um "jogo". Depois, vira paixão e por aí vai... Se ele te procurou, de repente vc fez o "jogo" certo. O q me diz disto?
bjos!
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